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Foi só fazer o check in em Addis Ababa para o celular começar a apitar.
"Mas... você não ia para a Europa? Mudança de planos? Pegou o voo errado? Foi raptada? Sua louca!"
Na verdade, tudo não passou de uma compra por impulso. Após semanas vendo passagens a cerca de R$ 3 mil, encontrei uma empresa aérea obscura que fazia São Paulo - Frankfurt a US$ 1000. Não pensei duas vezes, cliquei em comprar. E aí começou a saga...
1. Epic Fail
Quando comprei o bilhete, não reparei em uma conexão maldita de - pasmem - 12 horas (!!!) em Addis Ababa, Etiópia.
Depois de bater com a cabeça na parede algumas vezes e pensar em planos como ligar para o cartão de crédito falando que foi fraude ou simular uma certidão de óbito, me acalmei e resolvi tolerar minha sina.
Aguentar 12 horas no aeroporto de um dia para o outro seria uma punição merecida por ter sido tão impulsiva na compra a ponto de não reparar em um detalhe tão importante.
2. A surpresa
Já em Guarulhos, fazendo check in, tive a primeira boa surpresa da viagem: um voucher com direito a translado, hotel quatro estrelas, jantar e café da manhã na Etiópia.
Para quem achava que ia ter que dormir no chão do aeroporto, ganhar esse brinde da companhia aérea foi no mínimo um golpe de sorte! A viagem começou com o pé direito.
3. O susto
Indo para o hotel, na van com outros tantos passageiros em conexão, me deparo com um grupo de homens armados que estavam longe de serem agentes da lei.
4. A comida
Confesso que esperava muito mais do jantar de um hotel quatro estrelas. Mas imagino que haja um arranjo especial entre o hotel e a companhia aérea, pois todos os que jantaram naquele horário tinham um voucher igual ao meu. Havia poucas opções de pratos, nada muito típico e o aspecto não era dos melhores. Peguei o espaguete com molho vermelho bem apimentado, legumes cozidos e picadinho de carne. Abandonei a carne na primeira mordida - era intragável! E nada de sobremesa - me contentei com o biscoitinho que trouxe do Brasil.
O café da manhã é pesado, quase como um almoço: arroz colorido, feijão branco, batatas rostie, salsichas fatiadas, vegetais ao vapor... e, lá no fundo, um pãozinho acompanhado de manteiga e geleia - imagino que para turistas como eu, acostumados com um desjejum mais leve.
5. O hotel
Chique. Muito chique. Um hall de entrada amplo e pomposo, lustres suntuosos, decoração luxuosa, sofás e poltronas de couro tão confortáveis que fariam inveja a qualquer CouchSurfer.
Uma suíte respeitável com cama king size, sala com escrivaninha, poltronas e mesa de jantar, banheira de hidromassagem, chuveiro tecnológico com variados ajustes de ducha, jogo de luzes e música ambiente. Não tive do que reclamar.
6. A despedida
Mal a vi e já me fui. O pouco tempo na África me rendeu impressões e inspirações diversas... e o desejo de voltar. Pode ser daqui a vários anos, mas essa viagem vai acontecer - aguardem.

Olá, Helena! Li tbm no seu outro blog. Adorei ler sua postagens e dos demais! Parabéns pelo blog! Estou querendo ir pra londres pela Ethiopian depois que li seus posts, mas ainda tenho dúvidas, relativas a EBOLA será que existe algum perigo por lá, ou pela comida do avião?
ResponderExcluirÉsó esse meu medo. Grande abraço!!
Olá, Helena! Adorei tbm seu outro blog. Adorei ler sua postagens e dos demais! Parabéns pelo blog! Estou querendo ir pra londres pela Ethiopian depois que li seus posts, mas ainda tenho dúvidas, relativas a EBOLA será que existe algum perigo por lá, ou pela comida? do avião?
ResponderExcluirÉsó esse meu medo. Grande abraço!!